Ricardo Lagos Escobar

Ricardo Lagos Escobar

Ricardo Lagos Escobar fue presidente de Chile entre 2000-2006. Desde que dejó el cargo, fundó la Fundación Democracia y Desarrollo en 2006 y actualmente es su presidente. También es vice-presidente del Diálogo Interamericano, es profesor en el Instituto Watson de Estudios Internacionales, en la Universidad de Brown y fue enviado especial de la ONU para el cambio climático.

Ricardo Lagos Escobar served as president of Chile from 2000-2006. Since leaving office, he founded the Fundación Democracia y Desarrollo (Foundation for Democracy and Development ) in 2006 and currently serves as its president. He is also a vice chair of the Inter-American Dialogue, professor at large at Brown University at the Watson Institute for International Studies and a former UN special envoy for climate change.

Ricardo Lagos Escobar foi presidente do Chile de 2000 a 2006. Assim que deixou a presidência, ele inaugurou a Fundação para Democracia e Desenvolvimento, sendo hoje seu atual presidente. Ele é também o vice-presidente do Diálogo Inter-Americano, professor da Universidade de Brown no Instituto Watson para Estudos Internacionais e foi enviado especial da Organização das Nações Unidas para Mudanças Climáticas.
A América Latina representa um microcosmo nos desafios enfrentados pelas conversações internacionais sobre mudanças climatéricas. A diversidade dos seus países e das suas economias, as disparidades das suas emissões anuais e a sua vulnerabilidade, as suas posições ideológicas, a diversidade de políticas estrangeiras e associação a diversos fóruns regionais e internacionais fazem com que diferentes perspectivas sobre a mudança climatérica seja um lugar-comum.
A Conferência das Mudanças Climáticas de 2010 em Cancún, México, foi um passo essencial no caminho para se alcançar um acordo global sobre mudanças climáticas. Questões muito importantes foram avançadas, como o fundo de U$ 30 bilhões para o período 2010-2012, ou o tema de desmatamento, tão importante para a América Latina. Muito desse sucesso se deu graças ao excelente trabalho feito pela presidência mexicana, sendo que sua principal conquista foi ter reaberto significativas negociações que serão retomadas durante a COP17 na África do Sul, em dezembro próximo. Com metas de redução de emissões de gases de efeito estufa significantemente abaixo do que é requerido pela ciência climática, o mundo poderá vir a vivenciar intensos aumentos de temperatura ainda este século. Tal fatalidade poderá reverter os ganhos tão arduamente alcançados em prosperidade global e ainda prejudicar as oportunidades de desenvolvimento das comunidades vulneráveis em todas as partes do planeta. As enchentes devastadoras na Austrália, Colômbia e Brasil não podem ser com total certeza diretamente relacionadas às mudanças climáticas, mas elas podem nos fornecer uma breve imagem do futuro onde teremos de lidar com horríveis desastres naturais um após o outro. O derretimento das geleiras nos Andes já está acontecendo e provavelmente causará calamitosa falta de água para milhões de pessoas e o interrompimento de sistemas vitais como agricultura e energia.